Samba
Oficialmente o primeiro samba foi gravado em 1917 com o título de
"Pelo Telefone" e sob a autoria do músico carioca Donga.
A origem da palavra samba, contudo, parece ser mais remota. Seria,
provavelmente, uma derivação do quimbundo semba, que significa umbigada,
ou do umbumdo samba que significa estar animado ou estar
excitado.
Há também quem afirme que a palavra tenha sua ligação com a língua
luba e com outras línguas bantas, nas quais samba significa pular ou saltar com
alegria. O que prova que o samba é bem anterior à música de Donga.
Há uma quadrinha de frei Miguel do Sacramento Lopes Gama,
publicada no dia 12 de novembro de 1842, no número 64 da revista
"Carapuceiro", de Pernambuco, de grande importância histórica. Vamos
a ela:
Aqui pelo nosso mato,
Qu'estava então mui tatamba,
Não se sabia outra coisa
Senão a Dança do Samba.
Qu'estava então mui tatamba,
Não se sabia outra coisa
Senão a Dança do Samba.
O mais curioso é que essa não é a primeira aparição da palavra
samba na tal "Carapuceiro". Em 3 de fevereiro de 1838, o mesmo frei
Miguel escreveu um texto contra um certo "samba d'almocreve". O que
se deduz disso é que certamente "Pelo Telefone" não é o primeiro
samba, ou melhor, que o samba já estava na praça muitos anos antes de sua
primeira gravação.
Tipos de Samba
A partir do semba que os viajantes portugueses
descobriram no século 18 em Angola e no Congo, o etnólogo Câmara Cascudo
descobriu três tipos de dança que continham a base do ritmo que originou os
sambas brasileiros.
Essas danças são: a dança da umbigada, a de pares e a de roda.
Essa música e essas danças foram trazidas para o Brasil pelos escravos e
desenvolveram-se em uma área que vai desde o Maranhão até São Paulo. Receberam,
em cada Estado brasileiro, um nome diferente e um jeito diferente de ser
tocadas. Dos nomes e das ramificações desse ritmo africano temos hoje o tambor
de crioula no Maranhão; o bambelô no Rio Grande do Norte; o coco, o milindo, o
piaui e o samba no Ceará e na Paraíba; o coco de parelha trocada, o coco solto,
o troca parelha ou coco trocado, o virado e o coco em fileira em Pernambuco; o
samba de roda e o batebaú na Bahia; o jongo, o samba-lenço, o samba-rural e o
samba de roda em São Paulo; o caxambú, o jongo, o samba e o partido alto no
Rio.
Portanto, é certo afirmarmos que o samba pode ser visto hoje como
um ritmo que engloba vários outros, já que suas ramificações não param de
crescer. Por exemplo, o pagode —ritmo que surgiu nas mídias entre as décadas de
70 e 80— é uma dessas novas manifestações advindas do samba.
Construção
O samba é basicamente uma construção musical feita com um compasso
binário e um ritmo sincopado. É sobre esta forma básica que todos os tipos de
samba existentes hoje se formulam.
UOL, Almanaque
Música. Disponível em: <http://almanaque.folha.uol.com.br/samba.htm> Acesso em 28 out 2012.
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